Carrinho de picolé

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Carrinho spmercado.jpg Este artigo é sobre um carro.

♫ Não é homem, não é nada, mulher gosta é de carro... ♫

Ele queima óleo, suja sua garagem, solta fumaça e sempre lhe deixa na mão no meio da estrada!
No Wikipedia.png QUEBROU A CARA!

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Cquote1.png Ooooooooolha o picolééééééé! Cquote2.png
Tio do picolé sobre carrinho de picolé

Carrinho de picolé adaptado às excelentes condições das vias brasileiras.

Cquote1.png Picoléééééé um real! Cquote2.png
Tio do picolé usando técnicas de merchandising
Cquote1.png Picolééééééé só comigo! Cquote2.png
Tio do picolé mais uma vez demostrando seu carisma
Cquote1.png O carrinho de picolés carrega picolés. Cquote2.png
Capitão Óbvio sobre carrinho de picolé
Cquote1.png Mãe, mãe, mim dá um! Mim dá um! Cquote2.png
Pirralho importunando a mãe para comprar picolé
Cquote1.png Amanhã mamãe compra, mininu. Cquote2.png
Mãe pobre respondendo as súplicas da criança
Cquote1.png Adoro dar uma chupada! Cquote2.png
Você após usufruir dos produtos de um carrinho de picolé
Cquote1.png Adoro dar uma lambida! Cquote2.png
Tua mãe sobre picolés do carrinho de picolés
Cquote1.png Picolé do seu Pascoal, uma chupada nele e no meu... canavial! Cquote2.png
Seu Pascoal anunciando seus produtos
Cquote1.png Tem de chocolate, maracujá, cajá, morango, banana, presunto e aipim, só não tem de amendoim Cquote2.png
Tio do picolé demonstrando a variedade de seus produtos

Clássico carrinho de picolé, em todo seu esplendor.

Aaaaaaah, o carrinho de picolé. Essas criações divinas, modestas e cativantes, mártires de nossa infância! Deixaram um marco importantíssimo nos jovens da época, ainda deixam, e ainda pretendem deixar. Simplesmente, tratam-se de estruturas simples, possuindo duas rodas laterais que sustentam uma caixa de revestimento térmico de interior oco. Interior esse recheado das regalias divinas vangloriadas pela pirralhada criançada, que ao avistarem o carrinho, correm em manadas, esbanjando felicidade e euforia. Felicidade e euforia também dos pais, que finalmente acham uma antídoto de controle para os demônios filhos endiabrados.

Geralmente são conduzidos por veneráveis e humildes senhores, taxados de "tio do picolé", que anunciam sua tão esperada chegada badalando um pequeno sino, que trata de enlouquecer alertar as crianças, e os pobres pais que terão que gastar uma insignificante quantidade de dinheiro com suas pestes crias.

Típico tio do picolé, feliz por exercer um trabalho tão simbólico.

História[editar]

A existência de carrinhos de picolé data de algo muito antigo, bem antes de quando tua avó era gostosa, ou de 1900 e guaraná com rolha. Aliás, nos documentos históricos centenários do Brasil, relata que teu avô foi um dos pioneiros no glorioso ofício de "tio do picolé", dando o pontapé inicial para este setor importantíssimo para a economia sul-americana. Há muito tempo, em Teresina Atenas, na Grécia Antiga, na época de verão, os graecus perceberam que estava calor pra caralho. Vendo que se tratava de um fator de calamidade para o conforto dos narizes perfumados da península grega, deveriam recorrer ao que mais conheciam naquela época: a democracia e a filosofia.

Pois bem, a democracia foi consultada, assim também como o povo. No entanto, várias das pessoas afirmavam que o imenso calor na região fora ocasionada pelos bórdeis locais, que pareciam apresentar altos índices de queimação de rosca. Foi-se analisado na Ágora esta possibilidade, mas descartada, já que as características de keymatikz roskë era presente nos vizinhos ali do lado. Ao final de tudo, não chegaram em um consenso, mas havia sido de certeza que naquele momento surgira a troca de calor masculino em uma escala global.

Dado o fracasso que os helenos apresentaram em uma assembleia geral, os aclamados filósofos e matemáticos foram consultados, tais como: Daniel Orivaldo da Silva, Jeremias, Aristóteles, Euclides, Arquimedes e Platão. Então assim, a filosofia foi consultada. Os cabeças de mármore trataram de pensar, pensar e pensar. Infelizmente, também não conseguiram atingir uma meta racional ou metafísica de compreensão do plano existencial da vida para o que atormentava tanto sua amada terrinha.

E em meio ao pandemônio e desespero, uma figura que mudaria o destino do mundo e a infância de pirralhos e pais ausentes apareceu no meio da multidão. Jesuíno Graekus Alervino Lula da Silva de Atenas se ergueu e proferiu que tinha até então a tão procurada solução! Aquilo ocasionou um alvoroço na população, que em breve depositou toda a confiança no herói que já era conhecido por encher a cara nos botequins gregos, e ser incrivelmente fúteis ao filosofar sobre coisas totalmente infilosofáveis (algo típico, mas louvável na Grécia Antiga que gerou a matéria dos demônios que te reprova todo ano na escola).

O primeiro carrinho de picolé cyberpunk, hoje em exposição no Museu Desciclopediano de Cultura.

O nosso herói, então, partiu de Atenas e cruzou os sete mares e os sete mares de grama e acabou chegando no norte, onde residiam os temidos bárbaros. Algo interessante de se comentar é que em um de seus papiros encontrados, ele acha os nórdicos um ar-ra-so (ui!). Na Escandinávia, no meio de homens transbordando corpulência e masculinidade, conseguiu descobrir regalias típicas do local, no caso, o gelo. Percebeu que o gelo era tão presente na cultura local que era na usado na comida, na música, na manufatura, nas vestimentas, na caça, e até no coito. Porém, não sendo um burro completo como você, filosofou (mais uma vez) em uma maneira de transportar aquilo sem que aquilo derretesse. Então, com a ajuda dos cidadãos aborígenes, construiu o primeiro protótipo do carrinho de picolé.

Com o feito, pegou o máximo de gelo que podia e enfiou dentro do carrinho. O gelo se formou em pequenas barras que na volta e foram vorazmente chupadas pelos gregos para aliviar o calor infernal. Nosso herói foi vangloriado e deu o nome de pikole a aquilo. "Ole" vem do grego arcaico que significa "gelo", e "pik", bem, você sabe o quê. O primeiro sabor de picolé também foi criado ali, quando nosso herói Jesuíno deu uma mijada dentro da caixa do carrinho, e fundou o sabor artificial de laranja. Nem preciso dizer no que foi criado depois.

O tempo passou e a arte do picolé se espalhou pelas gerações dos séculos e milênios seguintes, chegando até os dias de hoje, onde se consolidaram e se tornaram a base da alegria da pirralhada pirracenta, e como forma de emprego informal para os desocupados desempregados da nossa nação. Dizem que inicialmente foi extremamente bem aceito por conta de proporcionar um refresco para o calor dos infernos, e por causa do formato sugestivo e dos movimentos aplicados para a ingestão do alimento, que atiçaram outros desejos até então obscuros nos amantes

Algumas vezes os tios do picolé se deparam com populações de crianças bárbaras que passam por saquear as pobres mercadorias.

Como funciona[editar]

Técnicas chamativas foram implantadas por alguns Tios, usando músicas populares como axé, tecnobrega e funk para atrair mais clientes.

Vai me dizer que não sabe como funciona? Quantas vezes você sentado na frente de seu barraco, aproveitando o fim de tarde e sua vida pacata e medíocre, quando você ouve ríspidas badaladas vindas do final da sua rua. Você tem sua atenção imediatamente desviada com o ruído, e as crianças já atiçam os sentidos para o som que gradativamente se aproxima. Quando, não muito tempo depois, no horizonte da rua surge uma silhueta já conhecida por muitos no local. Um sereno senhor empurrando um carrinho de duas rodas adornado com uma sombrinha simples. É uma explosão de euforia nas crianças, que se endiabram pela presença de um carrinho de picolé na rua. Não demoram para ser organizar em manadas e correr de um lado para o outro de uma forma infernal e totalmente irritante, que acaba por acordar a vizinhança e outras pestes nos arredores. Até que seus doze filhos te cercam e imploram impiedosamente para você fornecer do pouco que já tem para saciar a vontade de açúcar latente dos infantes. Você sua frio, e com muita dificuldade libera a verba, sacrificando seus últimos tostões, para a alegria dos pirralhos e para a tristeza de seu bolso. Serelepes, os jovens correm desesperadamente em manadas na direção do tio do picolé, que como já de costume, os recebe com um sorrisão daqueles que só vendo. As crianças se aglomeram e se juntam para o espetáculo que em breve está por começar, como se fosse uma exibição do Santo Graal.

Já outros preferem sacrificar a modéstia e esbanjar breguice criatividade na decoração de seus carrinhos.

O tio, portador da paciência de Jó, tira a tampa da caixa térmica. E com imensa admiração, elas percebem o vapor de água subindo no ar e a leve brisa que carrega o cheiro de inúmeras frutas exaladas pelas tão cobiçadas regalias. Não demora muito tempo para a fila ser formada e cada uma escolher com tamanha felicidade o seu quitute. Picolés de inúmers sabores são oferecidos: picolé de laranja, picolé de morango, picolé de chocolate, picolé de manga, picolé depêra, picolé de uva, picolé de açúcar, picolé de água, picolé de Noku, picolé de picolé, picolé de nada, picolé de fogo, picolé de amendoim, picolé de terra entre muitos outros.

Claro, que os 98% escolhidos são de marcas de pobre totalmente desconhecidas, já que Kibom é coisa de rico. Mesmo assim, as crianças se lambuzam e se regozijam com o quitute que derretem em poucos segundos minutos debaixo do sol escaldante (ou por que são fajutos mesmo). Logo após, o tio se despede, badalando o famigerado sininho, até desaparecer no horizonte para aparecer outro dia (para a tristeza dos pais pobres).

Estrutura[editar]

Modelos são fabricados e dinamizam o transporte e conforto dos pobres que usufruem de um dos carrinhos.

Com a plena popularização dos carrinhos de picolé, diversas indústrias de diversos setores têm centrado a produção neste tipo de área. Um carrinho de picolé que se preze deve ser bem produzido para proporcionar aos usuários do benefício a melhor conserva de picolés possível! Desde o recurso usado para a caixa térmica, até a fabricante das rodas que proporcionam o melhor movimento para o piloto do carrinho. Superpotências mundiais nos últimos anos centraram em tentar localizar investimentos em setores que se preocupassem com a confecção destes produtos. Japão e Estados Unidos exportam bilhões e bilhões de exemplares diversos de carrinhos todos os anos, contribuindo para este mercado que hoje ultrapassa os principais: como o armamentista, da cocaína, e do tráfico de humanos gatinhos.

Minuciosos cálculos de seletos engenheiros são feitos para a fabricação dos carrinhos, sendo as partes minuciosamente projetadas e calculadas com base nas leis fundamentais da Física e Química. Aqui embaixo serão listada e explicadas as partes fundamentais do carrinho.

Rodas: as rodas dos carrinhos de picolé, ora, são aquelas que proporcionam a locomoção do mesmo. Mas a roda usada não é qualquer porcaria que se encontra em qualquer terreno baldio por aí, como a roda do seu belo Chevette (ano 1964) ou daquela sua tão amada Poty rosa que você usa para ir ao trabalho todos os dias. Estas peças são minuciosamente fabricadas com materiais raros. Além da borracha, se usa fibras de silício e carbono, além do plutônio fundido com algumas pouquíssimas gramas de adamantium que colaboram na leveza e na versatilidade delas. A fricção contra os solo em diversas condições - chuva, sol, areia, lama, Inferno - é facilmente percebida por um condutor que toma posse de uma roda bem fabricada. Modelos off-road foram fabricadas para suprirem a necessidade de tios do picolé mais malucos aventureiros, ou que desbravam as excelentes vias e rodovias brasileiras.

Este já é um carrinho de luxo, onde é operado e bancado apenas por quem pode.

Caixa térmica: eis o coração de toda a coisa! É aqui onde se guardam os tesouros tão cobiçados pela pirralhada, os picolés. Mas para que um excelente picolé seja servido, é necessário que o lugar que onde os mesmos são guardados não seja fajuto a ponto de fazê-los derreter em questão de segundos, o que decepcionaria muito os clientes que receberiam suco em vez de sorvete.

Portanto, o revestimento da caixa térmica é composto de mais de 8000 materiais isolantes, não deixando nem sequer um pouquinho da baixa temperatura ceder à do ambiente exterior. As caixas mais caras podem conservar temperaturas extremas em lugares como Teresina, Inferno e Acre.

As caixas também possuem pegadores, que se adequam à mão do condutor do carrinho, e proporcionam leveza e versatilidade na condução. Espaços para adornos também são presentes, onde são colocados os famigerados sinos, cornetas, sons, e outros chamativos perturbadores da paz alheia.

Sombrinha: a sombrinha é um ponto essencial para a sobrevivência do tio do picolé. Pois, convenhamos, ninguém gosta de ficar debaixo daquele calor infernal, com incontáveis moleques catarrentos e suados ao seu redor. Portanto, as sombrinhas são fabricadas para salvar a pele do tio do picolé, literalmente. Podem ser de diversos tamanhos, mas o que importa mesmo é a eficiência ao bloquear a incidência excessiva de raios ultravioleta. Este tipo de uso é constantemente pesquisado por cientistas da NASA, que cogitam na possibilidade de uma expedição para o Sol sem que os astronauta torre em questão de microssegundos e vire pó.


Ver também[editar]


v d e h
*Automóveis, atropelamento e fuga