Aviação

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Boieng da Trans Brasil indo pro brejo.jpg Olha o(a) Aviação vindo!
Olha o(a) Aviação indo!

Este artigo fala sobre coisas que avuam pro alto.
Clique aqui pra ver quem mais vai pelos ares. Literalmente.


Aviação é uma atividade que mistura ciência, tecnologia e também muita fé de que podemos sair por aí voando igual a um passarinho usando aeródinos (aviões, supersônicos, helicópteros, sapatos, dachshunds voadores e coisas "mais pesadas que o ar", diferente de balões, dirigíveis e outros bagulhos que enchem de ar e saem voando).

Antes de mais nada, aviação tem mais a ver com um estudo e uso genérico desse tipo de bagulho, ou seja, pode ser voo comercial, particular, militar, experimental, esportivo, até mesmo o voo dos aviões de papel, ao passo que aeronáutica também engloba um bagulho chamado aerostação (ou seja, o estudo daqueles bagulhos "mais leves que o ar", como os balões, dirigíveis e o padre voador) - além de ser também aquela força armada que usa avião pra mandar bala em todo mundo.

Prelúdios da aviação[editar]

O termo foi cunhado no século XIX por algum gênio francês que provavelmente estudava o voo das borboletas aves, mas aí logo uns doidos decidiram usar pra criar ideias insanas de máquinas avoadoras. Inclusive alguns caras até fizeram paradinhas que "voavam", como bumerangue, o pombo mecânico do Archytas lá da Grécia, os projetos bizarros do Leonardo da Vinci

Ao longo dos séculos que se passaram descobriram como se voava com balões, com bizarrices como a Passarola de Bartolomeu de Gusmão sendo uma das precursoras desse meio de transporte. Também apareceram uns protótipos de Ícaro e Dédalo como um tal Otto Lilienthal e George Cayley, que criaram planadores, os primeiros bagulhos pesados que voavam, embora fosse um voo com pouca autonomia e vez por outra dava merda (Otto mesmo se arrebentou com um de seus planadores no dia 9 de agosto de 1896).

A criação do primeiro avião[editar]

Alguém avisa pro Samuel Langley que é um avião, não um barco. É pra avuar, não afundar!

O primeiro aeródino realmente pilotável é uma polêmica fodida na história da aviação. Existem três fortes candidatos: em 9 de outubro de 1890 Clément Ader teria botado seu "Eóle" pra avoar, mas só ele diz que fez isso, ninguém mais viu. Anos depois, a 17 de dezembro de 1903 os irmãos Wright teriam posto seu Flying I pra voar com a ajudinha de uma catapulta, mas novamente ninguém acreditou, porque as únicas testemunhas ali eram os familiares deles, e ainda por cima dizendo que na verdade ETs teriam sequestrado os maninhos.

Somente a 23 de outubro de 1906 alguém realmente provou pra uma pá de gente que dava pra levantar voo num pedaço enorme de caixotes de madeira colados: Santos Dumont com seu 14-Bis, que inclusive voou sem precisar de cheat code algum, ainda que "voar" na primeira vez tenha sido levantar uns 2 metros do solo, deixando os espectadores que estavam na pista cagados de medo daquela merda bater e arrancar fora a cabeça deles.

Daí pra frente Dumont, os Wright, os irmãos Voisin e outros foram desenvolvendo diversos aparelhos, a princípio todos com aquele formato de asas de madeira amarradas por toras e cabos, e uma singela cabine pra um ou dois tripulantes as vezes. Houve vários acertos e melhorias, alguns precursores, como o primeiro hidroavião, um Fabre, que entretanto quando beijou o rio quase explodiu; o Dunne D-5, um que tentava ser o primeiro avião "asa voadora"; o Givaudan, que era um avião com asas de tambor (?!); o Roshon, que mais parecia uma estante; o Coanda, que seria o primeiro a usar turbina, mas acabou nem saindo do chão; o Seddon, que era uma aberração projetada pelo Chaves tentando fazer uma xinforínfola voadora, o Aéroplane de 1908, famoso por vídeos em que suas asas grotescas se espatifam no chão tentando voar; e o Cygnet II, projetado por ninguém mais ninguém menos que Alexander Graham Bell, que depois de criar esse painel de colmeias de abelhas e fracassar decidiu voltar pros telefones; entre vários outros projetos que deram errado ou mais ou menos isso.

Os avanços reais começaram a ser sentidos na década de 1910, quando veio por exemplo o Avro F de 1912, o primeiro avião a ter uma cabine envidraçada, pra realmente dar algum puto conforto pros pilotos, e o Deperdussin Corsa, do mesmo ano, que foi o primeiro a ter uma fuselagem de verdade, além do formato que iria ser aposteriori imitado por vários aviões de competição e de guerra, já que era foda ir pra guerra naquelas pocilgas tudo abertas.

Uso civil[editar]

Aviação, o meio mais seguro de transporte...

Por um bom tempo o uso de aviões pra transporte civil era pouco recomendado, primeiro por caberem poucas pessoas nas aeronaves produzidas até então, e segundo porque o povo com mente de merda achava ainda que coisas como o Graf Zeppelin e o Norge, dirigíveis cheios de gás inflamável e fáceis de furar, eram formas seguras de levar pessoas. Até que em 1937 quando o Hindenburg virou um enorme charuto flamejante nos céus é que começaram a realmente investir nos aviões. Afinal, provava-se possível a muito tempo que aquelas porras pesadas poderiam mesmo levar pessoas de um continente a outro, até mesmo dar a volta ao mundo.

Em 14 de junho de 1919 o Vickers Vimy IV comandado por John Alcook e Arthur Whitten-Brown atravessou o Oceano Atlântico sem escalas. Alguns anos depois, entre 20 a 21 de maio de 1927 Charles Lindbergh atravessou sozinho o mesmo oceano com um Ryan Nyp apelidado de "Espírito de São Luiz" (ele ao chegar em Paris deve ter acendido uma vela de 100 metros pro santo pra pagar a promessa de não ter dançado no meio do oceano). No meio do caminho, em 1924 o Douglas DWC/0-5 World Cruiser foi o primeiro a dar a volta ao mundo (pois é, "a terra é plana", eles disseram...). Tá que foi em 175 dias, com paradas pra caralho, e mesmo assim foram só dois dos quatro que começaram a viagem que completaram (os outros dois, comandados só Doutor Roberto sabe como pelo John Mirolha ao mesmo tempo, acabaram se espatifando em algum lugar por aí). Mas enfim, provou-se ser possível levar a galera nessas trolhas sem ser necessariamente pra saltarem de paraquedas pra invadir um país, brincar de paraquedismo ou simplesmente fugirem desesperadamente de um avião em chamas ou fora de controle...

Surgiram empresas como a Douglas (não, não a daquele meme), a Fucker, a Erbois, a Boing-Boing, a Tupoleve e a BR Airlines, que produziam e algumas ainda produzem diversas aeronaves pra transportar pessoas que a cada viagem imploram a todos deuses, demônios e seja lá que merda for pra terminarem vivos.

Também existem outros usos civis, como transporte particular (jatinhos como os Learjet e Legacy e helicópteros), transporte de cargas, exibições e competições, experimentações (como os VTOLs, o X-1 e seus sucessores que tentavam avoar pro espaço sideral, os superssônicos, etc), turismo, asa-delta, viagens espaciais e trollagem a alunos e professoras em sala de aula, principalmente naquelas aulas chatolas...

Uso militar[editar]

Quase que desde que o avião surgiu os homens usam ele pra fazer miséria no país dos outros. No meio da Guerra Russo-Japonesa já usaram uns bagulho desses, só que só pra reconhecimento mesmo. Mas a partir da Primeira Guerra Mundial os aviões começaram a ser usados realmente pro pau, originalmente apenas transportando os trabucos usados pelos pilotos pro ataque, mas depois começaram a colocar de tudo: metralhadoras, fuzis, miniguns, armas projetadas especificamente pros bólidos.

Aposteriori, com o desenvolvimento de bombas, começaram a surgir os bombardeiros, aviões enormes que carregavam essas porras explosivas neles. Por volta de 1934 surgiram esses seres, que a princípio levavam bombinhas, biribinhas de levis, mas depois veio uns bagulho enormoso como o Enola Gay, o primeiro a mandar uma bomba atômica (sim, foi esse que tacou o presentinho em Hiroshima). Até hoje existem diversos avanços nesse gênero: antissubmarinos, de caça, stealths, asas voadoras, helicópteros de guerra, entre outras arminhas voadoras que até hoje dão um frio no meio do cu de países que vivem em guerra contra as nações fodonas do Norte...